Chico Anysio diz (a sério) em rádio que Dilma não pode entrar em 11 países | Viomundo - O que você não vê na mídia
Chico Anysio diz (a sério) em rádio que Dilma não pode entrar em 11 países
por Luiz Carlos Azenha
Há algumas semanas recebi do leitor Fábio uma denúncia: uma nova mensagem estava sendo disseminada por correio eletrônico “informando” que a candidata Dilma Rousseff estava impedida de entrar nos Estados Unidos, por ter condenação naquele país. A condenação estaria relacionada ao sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, durante o regime militar, do qual Dilma não participou.
Reproduzi o texto da mensagem, aqui.
http://www.viomundo.com.br/humor/chico-anysio-reproduz-boato-de-que-dilma-nao-pode-entrar-em-11-paises.html
Agora o leitor Helcid me mandou o link de uma entrevista com o humorista Chico Anysio que foi ao ar no programa Cultura Geral, de Carolina Braga, na rádio Guarani FM, de Belo Horizonte, no dia 12 de junho último.
O programa está reproduzido aqui.
Para quem quiser ouvir aqui mesmo, reproduzo a segunda parte da entrevista dele no arquivo que você abre abaixo:
No bloco 4 do programa, aos 6′30″, Chico diz:
“Eu fico meio grilado porque a candidata Dilma, assim como o candidato Gabeira, estão proibidos de entrar nos Estados Unidos e em mais 11 países. Se botar o pé em Miami vai presa e não sei como que um presidente do Brasil pode conviver com essa proibição de entrar em 11 países, América e mais 11 países importantes tipo Alemanha, Inglaterra, França, Itália. Não sei como é que isso será resolvido”.
A radialista diz: “Mas isso são águas passadas”.
“Não… não, americano não perdoa não, ela participou do sequestro do embaixador americano, americano não perdoa, não”, completou o humorista.
Aparentemente, ele falava a sério.
Será que ele foi destinatário do e-mail que recebi?
O curioso é que no e-mail não consta lista de países em que Dilma Rousseff estaria proibida de desembarcar, mas Chico Anysio ofereceu sua própria lista (Alemanha, Inglaterra, França, Itália).
Curiosamente, três dias depois que a entrevista foi ao ar a candidata do PT desembarcou… em Paris.
http://www.viomundo.com.br/humor/chico-anysio-reproduz-boato-de-que-dilma-nao-pode-entrar-em-11-paises.html
Teoria da conspiração?
JURAMENTO DE JORNALISMO "JURO CUMPRIR MINHAS OBRIGAÇÕES COMO JORNALISTA DENTRO DOS PRINCÍPIOS UNIVERSAIS DE JUSTIÇA E DEMOCRACIA, COERENTE COM OS IDEIAS DE COMUNHÃO E FRATERNIDADE ENTRE OS HOMENS, PARA QUE O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO REDUNDE NO APRIMORAMENTE DAS RELAÇÕES HUMANAS QUE RESULTARÁ NA CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MAIS DIGNO, MAIS JUSTO, PARA QUE OS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS".
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Eleitor, telespectador
Cynara Menezes
6 de agosto de 2010 às 13:02h
A campanha presidencial resume-se agora a aparecer na tevê. Dilma Rousseff tenta faturar no primeiro turno. José Serra e Marina Silva buscam adiar o fim do jogo.
A partir de agora, mais do que eleitores, comandam o jogo os senhores telespectadores. Com o começo da temporada de debates e, a partir do dia 17, do horário eleitoral gratuito, a agenda televisiva passa a ditar as regras da campanha presidencial. Importante para Dilma Rousseff, do PT, que precisa consolidar-se como a candidata de Lula, e para Marina Silva, do PV, que aposta na grande exposição para crescer nas pesquisas, a televisão é considerada por especialistas como a única chance que o tucano José Serra tem de reverter um quadro que lhe é, a cada dia, mais desfavorável.
Em queda nas pesquisas, Serra terá de se equilibrar entre desconstruir a candidata petista e ao mesmo tempo não fazer ataques diretos à adversária e ao governo Lula, que tem batido sucessivos recordes de popularidade. Terá ainda de andar na corda bamba entre ser e não ser oposição, já que a adoção de uma postura mais agressiva pelo tucano e seu vice Índio da Costa, no último mês, tem sido apontada como uma das razões para uma perda mais sensível de eleitores no Nordeste e no Brasil de maneira geral.
Quanto mais critica Dilma e o PT, mais o PSDB a faz conhecida do eleitorado, que pretende votar no candidato apoiado pelo presidente da República. Na última pesquisa do Instituto Sensus divulgada na manhã da quintafeira 5, dia do debate na Rede Bandeirantes, o primeiro entre os cinco programados até o fim do primeiro turno,
Dilma Rousseff aparece com 41,6% das intenções de voto, contra 31,6% de Serra e 8,5% de Marina Silva. Só a soma dos chamados “nanicos” não permite afirmar que o cenário, neste momento, é de uma eleição de um único turno. Mas, como escreve o sociólogo Marcos Coimbra à página 31, a ex-ministra chegou aos 40% sem que Lula ainda tenha, de forma maciça, pedido voto “olhando nos olhos” do eleitor.
*Confira o conteúdo na íntegra da edição impressa.
Eleitor, telespectador | CartaCapital
Cynara Menezes
Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital
Cynara Menezes
6 de agosto de 2010 às 13:02h
A campanha presidencial resume-se agora a aparecer na tevê. Dilma Rousseff tenta faturar no primeiro turno. José Serra e Marina Silva buscam adiar o fim do jogo.
A partir de agora, mais do que eleitores, comandam o jogo os senhores telespectadores. Com o começo da temporada de debates e, a partir do dia 17, do horário eleitoral gratuito, a agenda televisiva passa a ditar as regras da campanha presidencial. Importante para Dilma Rousseff, do PT, que precisa consolidar-se como a candidata de Lula, e para Marina Silva, do PV, que aposta na grande exposição para crescer nas pesquisas, a televisão é considerada por especialistas como a única chance que o tucano José Serra tem de reverter um quadro que lhe é, a cada dia, mais desfavorável.
Em queda nas pesquisas, Serra terá de se equilibrar entre desconstruir a candidata petista e ao mesmo tempo não fazer ataques diretos à adversária e ao governo Lula, que tem batido sucessivos recordes de popularidade. Terá ainda de andar na corda bamba entre ser e não ser oposição, já que a adoção de uma postura mais agressiva pelo tucano e seu vice Índio da Costa, no último mês, tem sido apontada como uma das razões para uma perda mais sensível de eleitores no Nordeste e no Brasil de maneira geral.
Quanto mais critica Dilma e o PT, mais o PSDB a faz conhecida do eleitorado, que pretende votar no candidato apoiado pelo presidente da República. Na última pesquisa do Instituto Sensus divulgada na manhã da quintafeira 5, dia do debate na Rede Bandeirantes, o primeiro entre os cinco programados até o fim do primeiro turno,
Dilma Rousseff aparece com 41,6% das intenções de voto, contra 31,6% de Serra e 8,5% de Marina Silva. Só a soma dos chamados “nanicos” não permite afirmar que o cenário, neste momento, é de uma eleição de um único turno. Mas, como escreve o sociólogo Marcos Coimbra à página 31, a ex-ministra chegou aos 40% sem que Lula ainda tenha, de forma maciça, pedido voto “olhando nos olhos” do eleitor.
*Confira o conteúdo na íntegra da edição impressa.
Eleitor, telespectador | CartaCapital
Cynara Menezes
Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
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